sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Esperança no Luto.


Hoje cheguei bem cedo no escritório de advocacia em que trabalho, guardei minhas coisas, liguei o computador e fui ver se haviam novas publicações de processos em andamento.

Depois disso dei uma olhada nas notícias em geral, passando os olhos entre um site e outro e, como de costume, acessei meu perfil em uma rede social e fui vendo os comentários sobre aquilo que havia postado no dia anterior.

Posteriormente fui ver se havia alguma postagem nova de meus amigos, momento em que algo me chamou a atenção.

Se tratava da notícia do óbito de um jovem.

Por curiosidade acessei o perfil que o falecido mantinha nessa mesma rede social.

Ali constatei que, embora não o conhecesse pessoalmente (pelo menos não me recordo de tê-lo conhecido) notei que haviam vários amigos em comum e muitos postaram suas mensagens de condolências e sentimentos aos familiares daquele moço.

Observei que se tratava de um jovem de apenas 24 anos de idade e que pouca horas antes havia postado um comentário de que estava num local bastante tradicional da capital do Estado onde mora, tomando uma gelada com amigos e comendo um prato típico da região.

Mal sabia ele o que o destino lhe aguardava para poucas horas depois, quando ele se dirigia de veículo para sua cidade, distante aproximadamente 100 km da capital.

Essa notícia me deixou bastante triste e passei a pensar sobre a fragilidade de nossas vidas e de que como temos perdido tempo buscando conquistar bens materiais, sendo que muitas pessoas fazem isso a qualquer custo, não se importando com as consequências.

Entendo perfeitamente que temos de ter objetivos na vida, devemos sonhar e buscar com todas as nossas forças a realização dos mesmos, sem, contudo, esquecer que “nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra”. 

Caso contrário cairemos no mesmo erro de um certo homem rico, cujo suas terras haviam produzido tanto, havia tanta abundância que o mesmo não tinha onde recolher os frutos em seus celeiros.

Como é da natureza humana, o mesmo começou a pensar no seu íntimo e consultou seu coração que lhe deu a resposta lógica e simples: Já que não tenho onde recolher os meus frutos, farei isto, derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens.

Aos olhos humanos, até esse ponto não havia nada de errado com aquele homem, ele sonhou, trabalhou e conseguiu ver o fruto de seus trabalhos, mas se esqueceu que fora Deus quem abençoara as obras de sua mão, então, reivindicou todos os créditos do seu sucesso para si mesmo, dizendo: alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.

Aquele homem estava “vivendo a vida”, fazendo aquilo que achava correto, estava curtindo o seu sucesso, se alegrando com suas conquistas, afinal havia conseguido que sua colheita abundasse a ponto de não ter onde recolher seus frutos.

Legal, a vida é assim, afinal, salvo algumas exceções, não nascemos em berço de ouro e temos de ralar muito para conquistar alguma coisa nesta vida e quando conquistamos queremos demonstrar a nossa alegria.

Todavia, não podemos esquecer que tudo o que temos, tudo o que somos e o que viermos a ter, vem das mãos do Senhor, e Glórias a Deus por isso.

Àquele homem rico, o Senhor disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 

Eu costumo dizer que na nossa curta trajetória sobre a face desta terra nós não teremos tempo suficiente para aprender todas as coisas através de experiências pessoais, devemos então, aprender com os erros alheios, a fim de que não venhamos a nos machucar pela teimosia.

Não sei por quanto tempo ainda viveremos e também não cabe a mim saber quantos serão os meus dias, mas uma coisa é certa, é necessário que haja mudança daqui para frente, pois os dias estão sendo abreviados e não sabemos quando daremos nosso último suspiro.

Oro a Deus para que não haja em meu coração o desejo de praticar as obras da carne, as quais são adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas.

Mas que, pela graça e misericórdia do Senhor, haja em mim a cada dia mais dos frutos do Espírito, ou seja, amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Entendo porque Salomão disse que o coração dos sábios está na casa do luto, pois são nesses momentos que passamos a meditar sobre a nossa vida e sobre os rumos que ela tem tomado.

Agradeço a Deus por ter a oportunidade de me reconciliar com Ele, para que eu possa desfrutar da eternidade ao lado dEle e dos amados que tem o nome escrito no livro da vida.

Para você que conseguiu ler todo este texto, ainda que mal escrito e com erros de gramática e ortografia, digo que há esperanças para a sua vida. Não desperdice a sua vida buscando alegrar a sua alma, pois o nosso coração é um poço que não tem fim, ele nunca se farta, quanto mais temos, mais queremos ter.

Abra as portas do seu coração e seja feliz na presença daquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Para você que se afastou por um momento da presença gloriosa de Deus eu finalizo este texto dizendo: Vinde, e tornemos ao SENHOR, porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida.