Lendo alguns comentários sobre a rodada de meio de semana do Brasileirão 09 eu comecei a dar risada. Não, o meu time não ganhou facilmente, ao contrário, perdeu de virada, e pior, dentro dos seus domínios.
Onde está em tão o motivo da risada? Simples, na mudança de comportamento de parte da torcida. Quando o time ganha a galera faz músicas (muitas criativas, outras nem tanto), exaltam o goleiro como sendo o melhor do Brasil, quiçá do mundo, a defesa então é impenetrável, o meio campo só tem craques e o ataque, ahhhh, por que o Dunga não convoca fulano, será que é cego?
Mas quando o time perde, basta correr os olhos em qualquer site de relacionamento, qualquer que seja a torcida e os comentários são sempre os mesmos (com algumas exceções): a culpa é do técnico, esse cara não tem condições de dirigir meu time, o goleiro - que antes era o melhor do Brasil –agora é taxado de frangueiro, e com ele no time a gente só vai brigar para não cair.
A zaga, que zaga? Bando de peladeiros que não sabem se posicionar em campo.
O meio campo que antes só tinha craque, agora viraram todos pernas-de-pau, não acertam um único passe, só podem “tá” de brincadeira, com esse time ai, a gente não ganha nem do Íbis.
E o ataque, agora sei porque o Dunga não convoca fulano, o cara recebe uma fortuna, só quer saber de balada, não joga nada, se eu ganhasse o que ele ganha eu comeria até a grama.
Mas, fim de semana tem rodada, e bastará uma vitória simples (nem que seja com a ajudinha da arbitragem) e o meu time será de novo candidato ao título, teremos de volta o melhor goleiro do Brasil, etc ... E ai de você Dunga se na próxima convocação não chamar o Fenômeno; o Imperador ou o Gladiador ...
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
EXISTE SOLUÇÃO
A palavra do Senhor nos relata a história de uma certa escrava por nome de Hagar, diz o texto em Gênesis 21:8-20:
8 E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.
9 E viu Sara que o filho de Hagar, a egípcia, o qual tinha dado a Abraão, zombava.
10 E disse a Abraão: Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho.
11 E pareceu esta palavra muito má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.
12 Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.
13 Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua descendência.
14 Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Hagar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.
15 E consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.
16 E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.
17 E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Hagar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Hagar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está.
18 Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.
19 E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.
20 E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro.
A primeira coisa que me chama atenção nesse texto é como as pessoas são INGRATAS e se esquecem facilmente daqueles que um dia lhes foram úteis.
Se voltarmos alguns capítulos veremos que o SENHOR apareceu em uma visão para Abrão e este se queixa de não ter descendentes dizendo: Senhor DEUS, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer? (Gn 15:2).
Prontamente o SENHOR lhe diz que o seu herdeiro não seria um servo seu, e sim um que haveria de sair das suas entranhas.
A Bíblia relata que Abrão creu nas palavras do SENHOR e isso lhe fora imputado por justiça.
Passaram-se os anos e Abrão continuava sem descendente, sua mulher Sarai não lhe dava filhos, até que um dia surgiu na sua mente a brilhante idéia de dar uma “ajudinha” para o SENHOR, e ofereceu a sua serva Hagar dizendo: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai (Gn 16:2).
A Bíblia nos informa que Abrão seguiu o conselho de Sarai e possuiu Hagar, que concebeu e teve um filho, chamado Ismael, e era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael.
Note que, agora, Hagar não era a escrava, ela era mãe do filho do seu patrão, o que com certeza rendeu-lhe alguns benefícios que outrora não tinha.
Após 14 anos do ocorrido, a palavra de Deus diz que finalmente nasce Isaque, o Filho da Promessa, e agora nem Hagar, nem Ismael eram vistos com bons olhos por Sara, que pede a Abrãao: Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho.
Ali, Sara mostra toda a sua ingratidão por aquela que um dia foi seu motivo de alegria, por aquela que trouxe ao seu lar uma criança a qual ela não poderia gerar por si mesmo.
Não é apenas ingratidão que essa história nos ensina, ela ainda mostra o ABANDONO vivido por Hagar.
Veja que Hagar num só instante deixou de ser herdeira de parte do que possuia Abraão, afinal ela tinha um filho com ele, e até então este era seu único herdeiro.
E podemos imaginar Abraão chamando Hagar de lado, explicando que aquilo que (pelo menos na teoria) foi dela já não é mais. Podemos ver as pessoas que conviviam com ela agora olhando-a de longe, dando adeus para ela e para sua criança, que vão embora, levando consigo apenas um pouco de pão e um odre de água.
Pense na situação dessa mulher, de madrugada, saindo com um filho para o DESERTO, apenas com um pouco de pão e água, caminhando sem rumo, sem sonhos, sem saber onde iria, sem ter qualquer esperança.
É caro leitor, o deserto é assim, lugar inóspito, ali é lugar de angústia, de dor, de sofrimento, ali é o lugar onde as pessoas mais chegadas não querem ou não podem caminhar ao nosso lado, é onde o sentimento de impotência aparece com mais força e nos informa que daqui a pouco não haverá mais alimentos, logo a água secará e não mais haverá esperanças.
Se você está caminhando pelo deserto, se tem vivido algo semelhante, se a solidão te aflige, as portas de emprego foram fechadas, se de uma hora para outra a sua vida deu uma guinada e você está se sentindo acabado, sem ver uma solução, eu tenho uma boa notícia para você: EXISTE SOLUÇÃO.
Quero dizer para você que é no deserto que nós ficamos mais sensíveis à voz de Deus, e é lá que Ele se revela a nós de maneira sobrenatural.
A água já tinha acabado, logo o sol escaldante do deserto mataria Ismael e Hagar de ensolação, ou de sede, quem sabe? Hagar não queria ver essa cena, não queria olhar para o rosto do seu filho no momento em que o espírito deixasse o seu corpo e que a sua carne tombasse por terra.
Então ela toma uma decisão, afasta-se à distância de um tiro de arco e assenta-se em frente, e levanta a sua voz, e chora.
Não havia muitas opções para Hagar, o fim estava próximo, ela fez o que o conhecimento humano disse que fizesse, se afastou do menino e esperou a morte. Ali ela gritou mas nenhum homem ouviu, ali ela derramou suas lágrimas, mas ninguém se apresentou para enxugá-las.
Mas, Ismael havia aprendido algo com seu pai, que por muitas vezes deve tê-lo colocado em seu colo e contado os milagres que o SENHOR realizara na sua vida, desde o dia que deixou a sua parentela até aquele momento, e Ismael se lembrou que esse Deus estava presente em todos os lugares, e era um Deus que via tudo, afinal seu nome significa DEUS QUE ESCUTA e começou a clamar por Ele.
E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Hagar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Hagar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está, Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.
Quero falar para você meu amigo, que DEUS ESTÁ NO CONTROLE, e que Ele vai operar um milagre na sua vida, não importa qual seja a sua necessidade, se você se achegar a Ele, e recebê-lo como único e suficiente Salvador, ele fará com que você abra os seus olhos e veja o poço de água que Ele enviou para você no deserto.
8 E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.
9 E viu Sara que o filho de Hagar, a egípcia, o qual tinha dado a Abraão, zombava.
10 E disse a Abraão: Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho.
11 E pareceu esta palavra muito má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.
12 Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.
13 Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua descendência.
14 Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Hagar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.
15 E consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.
16 E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.
17 E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Hagar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Hagar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está.
18 Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.
19 E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.
20 E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro.
A primeira coisa que me chama atenção nesse texto é como as pessoas são INGRATAS e se esquecem facilmente daqueles que um dia lhes foram úteis.
Se voltarmos alguns capítulos veremos que o SENHOR apareceu em uma visão para Abrão e este se queixa de não ter descendentes dizendo: Senhor DEUS, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer? (Gn 15:2).
Prontamente o SENHOR lhe diz que o seu herdeiro não seria um servo seu, e sim um que haveria de sair das suas entranhas.
A Bíblia relata que Abrão creu nas palavras do SENHOR e isso lhe fora imputado por justiça.
Passaram-se os anos e Abrão continuava sem descendente, sua mulher Sarai não lhe dava filhos, até que um dia surgiu na sua mente a brilhante idéia de dar uma “ajudinha” para o SENHOR, e ofereceu a sua serva Hagar dizendo: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai (Gn 16:2).
A Bíblia nos informa que Abrão seguiu o conselho de Sarai e possuiu Hagar, que concebeu e teve um filho, chamado Ismael, e era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael.
Note que, agora, Hagar não era a escrava, ela era mãe do filho do seu patrão, o que com certeza rendeu-lhe alguns benefícios que outrora não tinha.
Após 14 anos do ocorrido, a palavra de Deus diz que finalmente nasce Isaque, o Filho da Promessa, e agora nem Hagar, nem Ismael eram vistos com bons olhos por Sara, que pede a Abrãao: Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho.
Ali, Sara mostra toda a sua ingratidão por aquela que um dia foi seu motivo de alegria, por aquela que trouxe ao seu lar uma criança a qual ela não poderia gerar por si mesmo.
Não é apenas ingratidão que essa história nos ensina, ela ainda mostra o ABANDONO vivido por Hagar.
Veja que Hagar num só instante deixou de ser herdeira de parte do que possuia Abraão, afinal ela tinha um filho com ele, e até então este era seu único herdeiro.
E podemos imaginar Abraão chamando Hagar de lado, explicando que aquilo que (pelo menos na teoria) foi dela já não é mais. Podemos ver as pessoas que conviviam com ela agora olhando-a de longe, dando adeus para ela e para sua criança, que vão embora, levando consigo apenas um pouco de pão e um odre de água.
Pense na situação dessa mulher, de madrugada, saindo com um filho para o DESERTO, apenas com um pouco de pão e água, caminhando sem rumo, sem sonhos, sem saber onde iria, sem ter qualquer esperança.
É caro leitor, o deserto é assim, lugar inóspito, ali é lugar de angústia, de dor, de sofrimento, ali é o lugar onde as pessoas mais chegadas não querem ou não podem caminhar ao nosso lado, é onde o sentimento de impotência aparece com mais força e nos informa que daqui a pouco não haverá mais alimentos, logo a água secará e não mais haverá esperanças.
Se você está caminhando pelo deserto, se tem vivido algo semelhante, se a solidão te aflige, as portas de emprego foram fechadas, se de uma hora para outra a sua vida deu uma guinada e você está se sentindo acabado, sem ver uma solução, eu tenho uma boa notícia para você: EXISTE SOLUÇÃO.
Quero dizer para você que é no deserto que nós ficamos mais sensíveis à voz de Deus, e é lá que Ele se revela a nós de maneira sobrenatural.
A água já tinha acabado, logo o sol escaldante do deserto mataria Ismael e Hagar de ensolação, ou de sede, quem sabe? Hagar não queria ver essa cena, não queria olhar para o rosto do seu filho no momento em que o espírito deixasse o seu corpo e que a sua carne tombasse por terra.
Então ela toma uma decisão, afasta-se à distância de um tiro de arco e assenta-se em frente, e levanta a sua voz, e chora.
Não havia muitas opções para Hagar, o fim estava próximo, ela fez o que o conhecimento humano disse que fizesse, se afastou do menino e esperou a morte. Ali ela gritou mas nenhum homem ouviu, ali ela derramou suas lágrimas, mas ninguém se apresentou para enxugá-las.
Mas, Ismael havia aprendido algo com seu pai, que por muitas vezes deve tê-lo colocado em seu colo e contado os milagres que o SENHOR realizara na sua vida, desde o dia que deixou a sua parentela até aquele momento, e Ismael se lembrou que esse Deus estava presente em todos os lugares, e era um Deus que via tudo, afinal seu nome significa DEUS QUE ESCUTA e começou a clamar por Ele.
E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Hagar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Hagar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está, Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.
Quero falar para você meu amigo, que DEUS ESTÁ NO CONTROLE, e que Ele vai operar um milagre na sua vida, não importa qual seja a sua necessidade, se você se achegar a Ele, e recebê-lo como único e suficiente Salvador, ele fará com que você abra os seus olhos e veja o poço de água que Ele enviou para você no deserto.
E o Lula tinha razão
Alguns meses atrás nosso popular Presidente apareceu nas manchetes de todos os jornais com a famosa frase: “Sarney não é uma pessoa comum”.
O interessante disso tudo é que ele tinha razão.
Não caro leitor, não concordo com esse tipo de pensamento, ao contrário, sou do tipo “careta”, e acredito naquilo que está escrito num certo livro (que geralmente possui a mesma cor da nossa bandeira) que relata de forma poética que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza ...”
No entanto, o que ocorre na prática é bem diferente daquilo que sonhou o Poder Constituinte, e vemos na prática que as pessoas não são tão iguais assim perante a lei.
Se você está se perguntando o motivo pelo qual digo isso eu já explico.
Certo dia, um cliente me ligou, perguntando se havia resolvido o seu problema, e quando é que ele estaria recebendo os valores a que teria direito. Valores esse que o nosso bondoso Governo repassa com finalidade de se manter popular, digo, que tem por finalidade prover os mínimos sociais através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento às necessidades básicas.
Relatei a esse meu cliente que faltava conseguir agendar o atendimento num certo órgão, mas, devido a tecnologia, esse atendimento só poderia ser feito via internet, e ao tentar fazê-lo recebia sempre o mesmo pedido de desculpas, alegando que não seria possível atender àquela solicitação.
Antes que falem o que não sabem digo logo, é possível fazer o famigerado agendando de outra maneira, no entanto, devido a “problemas operacionais” não teria outra maneira de consegui-lo.
Depois de alguns minutos de explicação o cliente satisfeito desliga o telefone, e eu esqueço dos fatos e coloco a minha atenção numa pilha de papéis que estavam em cima da minha mesa, tudo organizado por ordem cronologicamente e de importância.
No entanto, algum tempo depois o cliente me liga novamente, dizendo que o problema já está resolvido que é só falar com a fulana que ela vai dar andamento no procedimento.
Fui até o local de atendimento e pedi para falar com a fulana sobre o meu caso e ela explicou de forma breve que, realmente não seria possível me atender, que havia muitos documentos esperando para fazer o mesmo procedimento, bla bla bla. E que o sistema estava inoperante.
Eu já estava indo embora, quando um sobrenome escrito nos papéis chamou a atenção da fulana que me disse: “eu conheço esse sobrenome”. Respondi a ela que muito provavelmente, pois o filho daquela pessoa que tinha seu nome escrito no papel trabalhou naquele local por muitos anos e deveria ter sido seu colega de trabalho.
Diante dessa informação a fulana arregalou os olhos, pegou o papel da minha mão e me disse que tinha uma “outra maneira” de resolver aquele problema e que poderia deixar com ela toda a documentação que ela se encarregaria de agendar o atendimento.
Nota-se que o nosso querido Presidente apenas externou uma opinião que já se encontra enraizada na nossa cultura, e que no fundo, todo mundo concorda com ele: não podemos tratar o Sarney como uma “pessoa comum”.
O interessante disso tudo é que ele tinha razão.
Não caro leitor, não concordo com esse tipo de pensamento, ao contrário, sou do tipo “careta”, e acredito naquilo que está escrito num certo livro (que geralmente possui a mesma cor da nossa bandeira) que relata de forma poética que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza ...”
No entanto, o que ocorre na prática é bem diferente daquilo que sonhou o Poder Constituinte, e vemos na prática que as pessoas não são tão iguais assim perante a lei.
Se você está se perguntando o motivo pelo qual digo isso eu já explico.
Certo dia, um cliente me ligou, perguntando se havia resolvido o seu problema, e quando é que ele estaria recebendo os valores a que teria direito. Valores esse que o nosso bondoso Governo repassa com finalidade de se manter popular, digo, que tem por finalidade prover os mínimos sociais através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento às necessidades básicas.
Relatei a esse meu cliente que faltava conseguir agendar o atendimento num certo órgão, mas, devido a tecnologia, esse atendimento só poderia ser feito via internet, e ao tentar fazê-lo recebia sempre o mesmo pedido de desculpas, alegando que não seria possível atender àquela solicitação.
Antes que falem o que não sabem digo logo, é possível fazer o famigerado agendando de outra maneira, no entanto, devido a “problemas operacionais” não teria outra maneira de consegui-lo.
Depois de alguns minutos de explicação o cliente satisfeito desliga o telefone, e eu esqueço dos fatos e coloco a minha atenção numa pilha de papéis que estavam em cima da minha mesa, tudo organizado por ordem cronologicamente e de importância.
No entanto, algum tempo depois o cliente me liga novamente, dizendo que o problema já está resolvido que é só falar com a fulana que ela vai dar andamento no procedimento.
Fui até o local de atendimento e pedi para falar com a fulana sobre o meu caso e ela explicou de forma breve que, realmente não seria possível me atender, que havia muitos documentos esperando para fazer o mesmo procedimento, bla bla bla. E que o sistema estava inoperante.
Eu já estava indo embora, quando um sobrenome escrito nos papéis chamou a atenção da fulana que me disse: “eu conheço esse sobrenome”. Respondi a ela que muito provavelmente, pois o filho daquela pessoa que tinha seu nome escrito no papel trabalhou naquele local por muitos anos e deveria ter sido seu colega de trabalho.
Diante dessa informação a fulana arregalou os olhos, pegou o papel da minha mão e me disse que tinha uma “outra maneira” de resolver aquele problema e que poderia deixar com ela toda a documentação que ela se encarregaria de agendar o atendimento.
Nota-se que o nosso querido Presidente apenas externou uma opinião que já se encontra enraizada na nossa cultura, e que no fundo, todo mundo concorda com ele: não podemos tratar o Sarney como uma “pessoa comum”.
Assinar:
Comentários (Atom)
