Hoje cheguei bem cedo no escritório de advocacia em
que trabalho, guardei minhas coisas, liguei o computador e fui ver se haviam
novas publicações de processos em andamento.
Depois disso dei uma olhada nas notícias em geral,
passando os olhos entre um site e outro e, como de costume, acessei meu perfil
em uma rede social e fui vendo os comentários sobre aquilo que havia postado no
dia anterior.
Posteriormente fui ver se havia alguma postagem
nova de meus amigos, momento em que algo me chamou a atenção.
Se tratava da notícia do óbito de um jovem.
Por curiosidade acessei o perfil que o falecido
mantinha nessa mesma rede social.
Ali constatei que, embora não o conhecesse
pessoalmente (pelo menos não me recordo de tê-lo conhecido) notei que haviam
vários amigos em comum e muitos postaram suas mensagens de condolências e
sentimentos aos familiares daquele moço.
Observei que se tratava de um jovem de apenas 24
anos de idade e que pouca horas antes havia postado um comentário de que estava
num local bastante tradicional da capital do Estado onde mora, tomando uma
gelada com amigos e comendo um prato típico da região.
Mal sabia ele o que o destino lhe aguardava para
poucas horas depois, quando ele se dirigia de veículo para sua cidade, distante
aproximadamente 100 km da capital.
Essa notícia me deixou bastante triste e passei a
pensar sobre a fragilidade de nossas vidas e de que como temos perdido tempo
buscando conquistar bens materiais, sendo que muitas pessoas fazem isso a
qualquer custo, não se importando com as consequências.
Entendo perfeitamente que temos de ter objetivos na
vida, devemos sonhar e buscar com todas as nossas forças a realização dos
mesmos, sem, contudo, esquecer que “nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a
terra são como a sombra”.
Caso contrário cairemos no mesmo erro de um certo homem
rico, cujo suas terras haviam produzido tanto, havia tanta abundância que o
mesmo não tinha onde recolher os frutos em seus celeiros.
Como é da natureza humana, o mesmo começou a pensar
no seu íntimo e consultou seu coração que lhe deu a resposta lógica e simples:
Já que não tenho onde recolher os meus frutos, farei isto, derrubarei os meus
celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas
novidades e os meus bens.
Aos olhos humanos, até esse ponto não havia nada de
errado com aquele homem, ele sonhou, trabalhou e conseguiu ver o fruto de seus
trabalhos, mas se esqueceu que fora Deus quem abençoara as obras de sua mão,
então, reivindicou todos os créditos do seu sucesso para si mesmo, dizendo: alma,
tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.
Aquele homem estava “vivendo a vida”, fazendo
aquilo que achava correto, estava curtindo o seu sucesso, se alegrando com suas
conquistas, afinal havia conseguido que sua colheita abundasse a ponto de não
ter onde recolher seus frutos.
Legal, a vida é assim, afinal, salvo algumas
exceções, não nascemos em berço de ouro e temos de ralar muito para conquistar
alguma coisa nesta vida e quando conquistamos queremos demonstrar a nossa
alegria.
Todavia, não podemos esquecer que tudo o que temos,
tudo o que somos e o que viermos a ter, vem das mãos do Senhor, e Glórias a
Deus por isso.
Àquele homem rico, o Senhor disse: Louco! esta
noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
Eu costumo dizer que na nossa curta trajetória
sobre a face desta terra nós não teremos tempo suficiente para aprender todas as
coisas através de experiências pessoais, devemos então, aprender com os erros
alheios, a fim de que não venhamos a nos machucar pela teimosia.
Não sei por quanto tempo ainda viveremos e também
não cabe a mim saber quantos serão os meus dias, mas uma coisa é certa, é
necessário que haja mudança daqui para frente, pois os dias estão sendo
abreviados e não sabemos quando daremos nosso último suspiro.
Oro a Deus para que não haja em meu coração o
desejo de praticar as obras da carne, as quais são adultério, prostituição,
impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações,
iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices,
glutonarias, e coisas semelhantes a estas.
Mas que, pela graça e misericórdia do Senhor, haja
em mim a cada dia mais dos frutos do Espírito, ou seja, amor, gozo, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Entendo porque Salomão disse que o coração dos
sábios está na casa do luto, pois são nesses momentos que passamos a meditar
sobre a nossa vida e sobre os rumos que ela tem tomado.
Agradeço a Deus por ter a oportunidade de me reconciliar
com Ele, para que eu possa desfrutar da eternidade ao lado dEle e dos amados
que tem o nome escrito no livro da vida.
Para você que conseguiu ler todo este texto, ainda
que mal escrito e com erros de gramática e ortografia, digo que há esperanças
para a sua vida. Não desperdice a sua vida buscando alegrar a sua alma, pois o
nosso coração é um poço que não tem fim, ele nunca se farta, quanto mais temos,
mais queremos ter.
Abra as portas do seu coração e seja feliz na
presença daquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.
Para você que se afastou por um momento da presença
gloriosa de Deus eu finalizo este texto dizendo: Vinde, e tornemos ao SENHOR,
porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida.
